A Escola Família Agrícola de Boquira recebeu, nos dias 10 e 11 de setembro, o Encontro Microrregional do Projeto P1MC, reunindo participantes para dois dias de diálogo, formação e construção coletiva em torno da convivência com o Semiárido.
Com o tema “Organização popular e convivência com o Semiárido: fortalecendo direitos, participação e protagonismo para transformar realidades”, o encontro promoveu reflexões sobre os desafios vivenciados pelas comunidades rurais e sobre a importância da organização popular na defesa de direitos e no fortalecimento das políticas públicas.
A programação teve início com acolhida, credenciamento e uma mística de abertura, que trouxe como inspiração a força da organização popular na transformação das realidades. O momento também contou com a apresentação dos participantes, dos objetivos do encontro e da Articulação e do P1MC.
Debate abordou desafios e oportunidades no Semiárido

Um dos primeiros momentos de formação foi conduzido por Evânio Alves de Oliveira, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que abordou o tema “O Semiárido no atual contexto político: desafios, oportunidades e participação popular”.
A discussão envolveu questões relacionadas às políticas públicas para o Semiárido, agricultura familiar, direito à água, segurança alimentar, participação e controle social, desafios das comunidades rurais e papel das organizações sociais.
Na sequência, os participantes participaram de trabalhos em grupos, refletindo sobre os principais desafios enfrentados atualmente pelas comunidades rurais e pelas organizações que atuam na convivência com o Semiárido. As discussões foram organizadas a partir da identificação de problemas, causas, soluções e prioridades, posteriormente compartilhadas em plenária.
Mudanças climáticas, juventude e participação das mulheres
Durante a programação da tarde, o Padre Bruno Araújo Porto conduziu uma reflexão sobre Doutrina Social da Igreja, os atuais desafios das mudanças climáticas e o Semiárido que queremos construir.
Os participantes também discutiram estratégias para fortalecer as ações comunitárias, as associações e a participação das comunidades, além de refletirem sobre a presença de mulheres e jovens na organização social e a importância da incidência política e do controle social na defesa das políticas de convivência com o Semiárido.
Outro momento foi dedicado à organização comunitária e articulação, com discussões sobre o fortalecimento das associações, comunicação popular, articulação entre entidades e participação nos espaços de políticas públicas e controle social.
Protagonismo feminino e impactos das cisternas
No segundo dia do encontro, a programação foi direcionada ao planejamento, compromissos e encaminhamentos.
Entre os destaques esteve a discussão sobre “Protagonismo feminino na convivência com o Semiárido”, conduzida por Raissa Morais dos Santos, que abordou temas relacionados à formação de lideranças, juventude e participação das mulheres.
Também foi realizada uma reflexão sobre “P1MC: conquistas, impactos e desafios”, com Karina Braga, assessora da AP1MC. O momento possibilitou discutir a história e a importância do P1MC, seus impactos e os desafios para a continuidade e o fortalecimento do programa.
Os participantes compartilharam experiências sobre as mudanças proporcionadas pelas cisternas, incluindo aspectos relacionados à segurança hídrica, organização comunitária, participação das mulheres e dos jovens e experiências de convivência com o Semiárido.

A atividade foi concluída com uma mística de encerramento, reforçando a importância da organização, da solidariedade, da participação popular e das políticas públicas para a garantia de direitos.
A mensagem que marcou o encerramento sintetizou o propósito dos dois dias de encontro: “A convivência com o Semiárido é construída com água, organização, solidariedade, participação popular e políticas públicas que garantam direitos.”
Com a realização do encontro, participantes tiveram a oportunidade de compartilhar experiências, fortalecer vínculos e refletir sobre os desafios e as possibilidades para o fortalecimento da organização comunitária e da convivência com o Semiárido.


Foto: Ascom/Divina Providência - Evento promoveu dois dias de formação, debates, troca de experiências e construção coletiva sobre direitos, participação popular e desenvolvimento das comunidades rurais












