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Poesia: Maria das Dores?

Maria das Dores

colheu poucas flores.

A vida lhe deu uma surra de fedegoso.

Dos filhos que teve,

chamou à responsa,

e como uma onça,

não deixou nenhum deles, sequer ter jeito dengoso.

 

Forte e intensa

porque a vida lhe obrigou.

Para ter comida na dispensa

muita humilhação já passou.

Olhava a banana na fruteira da patroa numa boa

E pensava: que um dia talvez lhe sobrava

algum dinheirinho também.

Para comprar umas frutas e ver o sorriso dos pequenos

A quem tanto queria bem.

 

De noite, quando ia deitar,

cansada do trampo do dia,

Olhava a imagem da Santa Aparecida,

pois com a santa se parecia.

Minha Santinha preta,

dai-me forças, saúde e energia.

Para que eu consiga cuidar

dos filhos sem perder a alegria.

 

E que eles sofram menos

do que eu sofro por causa da minha cor.

Pois nesse Brasil de meu Deus,

ser preto é desafiador.

 

Mas ó Mãezinha, eu juro que não entendo!

Tanta gente que te reverencia,

te visita em Aparecida, faz promessa, romaria

mas continua com o chicote, batendo cada vez mais forte

nas gentes que tem a tua mesma cor e que sofre dia após dia.

 

Mãezinha preta: Eu sou Maria das Dores;

mas eu quero ficar com Dores só no nome.

Pois já são tantas dores na vida…

Eu estou querendo Flores.

Ahhh…se eu pudesse ser Maria das Flores.

 

Por que será que mamãe foi me chamar

logo de Maria das Dores…?

Vai ver ela sabia que a vida é cheia de Dores…

Mas …já bastava a vida, né?

Sei lá… deixa pra lá…

 

Eu só sei que cansei de apanhar.

E de agora em diante,

quem vier com desaforo, vai escutar…

E se insistir, vai apanhar.

Eu ando cansada de oferecer a outra face.

Quem me bater, agora vai levar.

 

Mãezinha preta, eu não sou da violência, não.

A violência é que me persegue,

através de tanta gente

que me explora, me aborrece, me entristece,

e corta meu coração.

 

Mas a leoa que mora em mim

me levará a defender.

Se mexer com minha filha,

como essa gente vai se ver!

E se necessário for, eu também irei bater.

 

Ah… E de hoje em diante, quero todo mundo avisado:

quero ser chamada de Maria das Flores!

Não quero dedo apontado

se não é meu admirador.

Então, que me respeite.

Ouviu bem, seu malcriado?

 

 

Alguns desafios da Luta operária e popular

Vivemos um período de 50 anos, desde a última vitória da revolução Nicaraguense em 1979, durante o qual foi dominante a relação de defensiva do movimento operário no mundo, apesar da ascensão econômica da China em nível mundial no último período dirigido por um partido comunista que tomou o poder em meados do século XX.  Dentro desse período dominante há uma ofensiva burguesa, entretanto com conflito acompanhado de uma profunda crise do imperialismo nos últimos períodos.

A ofensiva da luta operária apoiada em uma estratégia Revolucionária, que colocava como centro a luta pelo poder do Estado para a construção da ditadura do proletariado enquanto a expressão de democracia proletária socialista em contraposição à ditadura da burguesia e sua expressão de democracia, entra em refluxo diante do recuo da luta operária em nível mundial. Ao mesmo tempo, a luta operária avançou sobre os direitos fundamentais sendo impulsionada pelo papel que cumpriu a vitória operária na União Soviética, pressionando a burguesia a fazer concessões possíveis à classe trabalhadora diante daquelas circunstâncias históricas – quando estávamos saindo de uma grande crise econômica e da Segunda Guerra Mundial, desenvolvendo o “Estado de bem-estar social” -, o que contribuiu para a hegemonia entre a esquerda de uma estratégia reformista, com  destaque para o conjunto das ideias conhecidas como eurocomunistas, em que se apostava nas transformações da estrutura econômica a partir de transformações sem ruptura com a estrutura do Estado burguês.

É esse pensamento que hegemoniza a esquerda em nível mundial. Associado a isso, a hegemonia neoliberal aprofunda uma ofensiva ideológica baseada no individualismo, com a chamada “meritocracia”, mas também de um profundo revisionismo e deturpação do pensamento revolucionário, além do avanço de uma ideologia acadêmica consoante com uma intelectualidade “progressista” que incorpora algumas lutas específicas – como gênero, racismo, questão ambiental -, mas aparta essas contradições da luta de classe, criando uma ideologia que fraciona a classe trabalhadora, associada à negação da perspectiva de tomada do poder e reforço da luta institucional ou liberalização das lutas e método de organização da classe trabalhadora. Esse processo rebaixa o programa ideológico das organizações e aprisionamento a luta institucional.

A crise é profunda, e provavelmente já se coloca entre as principais dos últimos 100 anos, e que segue rastejante, podendo abrir revoltas e lutas operárias contra o peso da crise que precisa se apoiar na superexploração dos trabalhadores. Além disso, também sofremos com períodos contrarrevolucionários, expressados no desenvolvimento de um movimento reacionário pelo mundo, sendo um exemplo disso o crescimento na atualidade das células neofascistas que propagam o ódio e a criminalização dos não-brancos, em sua maioria nos países periféricos, trabalhadoras/es, movimentos e organizações de esquerda; ou seja, a luta aberta contra a frágil democracia burguesa – com o apoio do imperialismo enquanto expressão de sobrevivência.

A luta entre o sistema imperialista hegemonizado pelos Estados dos Unidos da América (EUA) contra a China que emerge na disputa política mundial associada à Rússia, que busca espaço numa economia global não centrada na unipolaridade, conduz a uma disputa econômica, tecnológica (aeroespacial, industrial), energética, militar (armamentista), e por isso segue crescente a necessidade do controle sobre a natureza.

O caminho trilhado pelo desenvolvimento das forças produtivas capitalistas durante a etapa especulativa gerou um padrão de consumo impossível de ser generalizado para a toda população mundial. Qualquer tentativa de inclusão dos socialmente excluídos aos mercados capitalistas, além de impossível do ponto de vista da lógica do capital, levaria ao colapso os bens naturais existentes. Trabalhadores e trabalhadoras do mundo inteiro veem suas vidas arruinadas enquanto os Estados transferem recursos públicos para os bancos e para as grandes empresas.

O Mercado financeiro chantageia as velhas estruturas de poder garantindo uma nova ordem mundial, na qual o poder se concentra ainda mais nas mãos de poucos. Segundo a CEPAL, a América Latina (AL) enfrenta a maior crise dos últimos 100 anos. O subemprego, fruto das reformas trabalhistas, é comparado ao período das revoluções industriais no início do capitalismo no que diz respeito ao nível de exploração e salário. O PIB na AL deve retrair 9,1% e a pobreza deve atingir 231 milhões de pessoas, retornando a um patamar de 15 anos atrás, resultando em 96 milhões de pessoas que retornarão para a pobreza extrema.

Os países na América Latina ocupam um papel fundamental na relação de troca internacional enquanto depositários das necessidades materiais da grande burguesia internacional e interesses estatais que estão no centro dessa disputa. Estamos diante de uma nova etapa de acumulação do capital. A corrida tecnológica, conhecida como Revolução 4.0, reordena o mundo do trabalho e aprofunda o saque de bens naturais estratégicos nessa parte do mundo na qual o Brasil está inserido.

O racismo e o patriarcado são essenciais para acomodar essa troca desigual a partir do mecanismo de superexploração, onde a estrutura racial e patriarcal sustenta a relação de dominação – violência necessária para atender as frações burguesas, locais e o próprio imperialismo.

O refluxo do movimento operário em nível mundial, a ofensiva burguesa, a acomodação das esquerdas e a luta dentro da ordem a partir de um profundo rebaixamento teórico e programático impõem uma linha reformista como política hegemônica no meio popular. A luta dentro da ordem que deveria está subordinada à luta contra a ordem, ou seja, contra a estrutura de dominação, o Estado Burguês e a propriedade privada, acaba sendo apenas a luta dentro da ordem e de legitimação da ideologia e a estrutura burguesa.

É diante de uma profunda crise internacional que o imperialismo articula seu arranjo econômico, político, cultural e militar, constituindo uma ofensiva aos governos que não estão alinhados diretamente aos interesses do império, constituindo golpes de estados, e operando para a vitória de governos de extrema direita, como é o caso da Ucrânia e da América Latina.

O caso da Ucrânia se desenvolve desde 2014 quando esta realizou a deposição de um governo eleito dentro das regras burguesas e deu posse a um governo Fascista apoiado e financiado pelos EUA com vistas a construir um cerco contra a Rússia a partir do apoio militar da OTAM. Apesar do discurso pró-Ucrânia e da xenofobia contra a Rússia por parte mídia ocidental pró-imperialista, a guerra é uma ação defensiva da Rússia contra os interesses econômicos, políticos e militares dos EUA.

A disputa com a China exige por parte dos EUA o controle sobre a América Latina, que desde 2009 aprofunda ingerência política nos países do continente a partir de golpes de Estados em aliança com as burguesias locais, associados à tutela de setores e instituições do Estado (destaque para o papel do Judiciário, militares e o parlamento), bem como associados ao capital financeiro internacional.

Os governos que foram construídos, ainda que com seus limites subordinados à luta fora da ordem, constituíram condições de se defender diante o cerco e contra a ofensiva burguesa. Entretanto, a debilidade do movimento operário em nível mundial e de experiências de rupturas mantém a dominância do desenvolvimento de experiência atrelado à luta por dentro da ordem, transformando as vanguardas políticas da classe trabalhadora mais reféns da institucionalidade e deixando despreparadas as forças e massas populares para os desafios políticos que vão se apresentando. É dentro desse contexto que estamos vivendo uma profunda ofensiva reacionária na América Latina, com golpes de estados, desenvolvimento de movimentos neofascistas e incidência de grupos paramilitares financiados pelos EUA.

Os próximos períodos serão de profunda instabilidade política e luta de classe aberta, tendo em vista a necessidade de o imperialismo reforçar a sua dominação e exploração sobre os povos do mundo, mas com destaque nos países periféricos. Esse contexto pode se desdobrar em lutas contra a violência do capitalismo e por liberdade. Essa situação política abre condições para o forjamento de processos revolucionários, mas também contrarrevolucionários diante a ascensão de um movimento reacionário de baixo nível ideológico e organizativo das forças de esquerda.

As eleições se mantêm enquanto trincheira de luta das forças de esquerdas. A vitória da Bolívia, assim como do Chile e Peru enquanto resultado da reação popular a segunda ofensiva neoliberal, apresenta uma série de desafios que nos ensinam que as forças populares que relegaram a organização popular e uma política que estimule a resistência e de construção de hegemonia estão mais vulneráveis contra a reação burguesa, sempre desestabilizando as frágeis instituições democráticas. O desenvolvimento de movimento reacionário nos EUA, Europa e na AL torna essa situação política ainda mais complexa, exigindo a condição de atrair a classe trabalhadora para um projeto que coloque em xeque a ordem burguesa, para que a crise capitalista não resulte na direção da classe trabalhadora para um projeto reacionário, em especial quando as forças populares estão com baixa representação junto as massas populares. É por isso que nas lutas dos próximos períodos as organizações e os seus respectivos programas devem estar atreladas a uma estratégia Revolucionária – sendo a principal tarefa o desenvolvimento de um trabalho político e organizativo junto às massas proletárias, para que sejamos capazes de avançarmos em um projeto de sociedade efetivamente transformador e, portanto, socialista.

Paróquias de Brumado-BA celebram Corpus Christi

Na noite desta quinta-feira (16), a liturgia recorda a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Em Brumado-BA, as Paróquias Bom Jesus e Nossa Senhora da Conceição Aparecida e São Cristóvão recordaram esse momento, às 19h, com celebrações nas praças da duas igrejas matrizes com as seguintes passagens bíblicas: Primeira Leitura (Gn 14,18-20); Responsório (Sl 109; Segunda Leitura (1Cor 11,23-26) e Anúncio do Evangelho (Lc 9, 11b-17).
Na paróquia Bom Jesus, houve a Santa Missa, presidida pelo pároco padre Cleonidio Alves, e depois a procissão. O cortejo passou por várias ruas do centro da cidade; em seguida, sobre os tradicionais tapetes de serragem, feitos com motivos religiosos e culturais. Este ano em que se comemora 50 Anos de Tradição dos tapetes de Corpus Christi, a programação na igreja matriz desta Paróquia iniciou às 8h com café partilhado e com o apoio de muitos jovens foi dado início a mais uma produção.

A confecção dos tapetes é uma das muitas manifestações do catolicismo, conservada desde o século 18. A serragem expressa a fé por meio de símbolos católicos. O Corpus Christi tem origem em meados do século 13 e foi trazida ao Brasil nos tempos da monarquia portuguesa. Celebrar a eucaristia simboliza a morte e a ressurreição de Cristo, sendo lembrado 60 dias depois da Páscoa. Logo após a procissão, o pároco deu a bênção final com o Santíssimo e agradeceu a comunidade que compareceu a mais uma das grandes festas da igreja católica em nosso município.

Já na praça da igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida e São Cristóvão, a celebração eucarística foi presidida pelo pároco padre Sandro Alves Teixeira Lima e contou com a presença de muitos leigos e leigas. Em sua homilia, o pároco padre Sandro citou a importância da consciência em receber a eucaristia, da participação na Santa Missa e ainda lembrou: celebrar a eucaristia é fazer parte do banquete do Senhor.

O pároco recordou também que a eucaristia nos lança diante de grandes desafios e não podemos apenas recebê-la, mas sim fazer a eucaristia em forma de partilha com o nosso próximo. E ao término, disse o porquê não houve a confecção dos tradicionais tapetes e para prepararmos o essencial: o “tapete do seu coração” para Jesus passar em nosso meio e, portanto, é necessário estar com o coração aberto para Ele encontrar espaço e morada dentro de cada um. Depois a celebração seguiu o roteiro litúrgico proposto no dia. Logo após, o sacerdote percorreu a praça da igreja, em procissão, com o Santíssimo Sacramento; deu a bênção final e mencionou alguns comunicados paroquiais.

Comunidade Nossa Senhora de Fátima, em Brumado-BA, celebra festa em louvor a Santo Antônio de Pádua, seu copadroeiro

A comunidade Nossa Senhora de Fátima, localizada no bairro São Félix, da Paróquia Bom Jesus em Brumado-BA celebrou a festa de seu copadroeiro Santo Antônio, refletindo de 1° a 12 de junho, na capela da comunidade, o tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

No dia festivo, 13 de junho, as atividades iniciaram com Alvorada Festiva às 6h, com orações e queima de fogos; Oração do Ângelus nos lares às 12h e às 18h30, procissão pelas ruas do bairro com a imagem de Santo Antônio e logo após, missa solene presidida pelo pároco padre Cleonidio Alves.

Durante esses dias, várias comunidades compareceram para celebrar a trezena em louvor a Santo Antônio. Ainda como atividade dos festejos, tivemos a cada noite atrações musicais para animar ainda mais a festa do Santo considerado casamenteiro. Também foi relizado o tradicional leilão no dia 11/06/2022, o forró e a feijoada dos namorados no dia 12/06/2022.

Ao final das celebrações, os fiéis e devotos puderam se deliciar com as guloseimas da barraquinha de Santo Antônio e com este ato colaboraram na arrecadação de fundos para dar continuidade à construção da Casa de Formação Santo Antônio e a reforma da Capela. Além disso, também foram sorteados alguns brindes durante os festejos. 

Em sua homilia, no dia festivo, o pároco padre Cleonidio destacou: “[…] Santo Antônio foi esse grande pregador. Esses dois pontos são essenciais para a nossa vida cristã: amor à Palavra de Deus e à Eucaristia. Aqui está o coração da fé cristã, porque a palavra nos interpela e ao mesmo tempo faz com que a gente entre em missão, porque a palavra não é só pra ser falada, pregada, mas é para ser vivida. O importante é que a gente viva aquilo que a palavra transmite para nós e depois tudo isso culmina no banquete eucarístico. E Santo Antônio foi um grande, um amante da palavra e da eucaristia”. 

Depois o sacerdote concluiu: “que esta celebração de hoje ajude a gente a viver melhor, a enfrentar melhor os desafios, assim como Santo Antônio enfrentou no seu tempo, desafios estes que estão bem presentes nos nossos tempos. […] Nós somos conhecedores do Evangelho e sabemos que o Evangelho pede de nós exatamente fraternidade, comunhão, partilha, compromisso uns para com os outros, por isso que nós estamos aqui, em torno desta mesa, e desta mesa da Palavra escutando a mensagem de Jesus e depois partilhando o próprio Cristo.”

Após a reflexão, a celebração seguiu o seu roteiro litúrgico e ao final o coordenador da comunidade, Erivan Bernardes, agradeceu a todos que ajudaram a realizar a festa e em seguida aconteceu a troca da bandeira. Na ocasião, os festeiros do período de 2020-2022 entregaram a bandeira de Santo Antônio aos festeiros do ano de 2023, que serão todos os membros da comunidade Nossa Senhora de Fátima.

Poesia: Eu não sou Racista, desde que…

Desde que um negro não queira frequentar os mesmos lugares que eu, sentar ao meu lado no avião, namorar a minha filha, ser promovido na empresa para um cargo para o qual eu deveria ser o agraciado…

Eu não sou homofóbico, desde que meu filho ou filha não queira ser amigo/a de um gay…

Eu não sou misógino, desde que as mulheres não queiram fazer certas coisas, ocupar cargos de chefia, compartilhar decisões, opinar sobre futebol, querer mostrar que entendem de construção, veículos, etc. Afinal…elas são mais amáveis quando são recatadas e do lar. E desde que eu possa chamar de gostosa a moça que passa na rua.Mas se eu vir um “vagabundo” falando algo parecido com filha minha, eu quebro ele na porrada…

Eu não sou conservador, sou moderninho… Só acho que algumas pessoas nasceram mesmo para fazer, pelo preço que eu quero pagar, as coisas que eu jamais faria nem se me pagassem uma fortuna. Afinal, sempre foi assim…

Eu não sou violento, apenas coloco ordem na casa; e como sou um bom homem, chefe de família, pai exemplar, cidadão de bem, se para isso precisar recorrer à imposição da força, considero algo normal…

E assim segue o andor, com pouca oração coerente e muita dor…Dor para quem carrega o andor e faz procissão. Nunca normal para mim, que apenas faço sermão.

Santa hipocrisia reinante nesse Brasil, que tem muito de ontem e pouco de caminhos em direção ao bem viver.

Artigo: A economia de Francisco e Clara – Uma resposta a desigualdade social e econômica

Como porta de entrada na contribuição de reflexões para este importante portal, escolhi trazer para reflexão o tema da Economia de Francisco e Clara. Tal motivação surge em função do atual momento político que passamos no mundo, em especial no Brasil. 

No ano de 2019, o Papa Francisco lançou uma carta endereçada especialmente à juventude na qual destacava a necessidade urgente de se pensar uma nova economia que fosse diferente,  não excludente, humanizadora e que não depredasse a casa comum e respeite a vida em sua plenitude. Uma economia que fortaleça o cooperativismo, distribua renda e estreite cada vez mais os laços de solidariedade entre os povos. Em março de 2020, o Pontífice convocou representantes de todos os países para tratar do tema.

A inspiração em Francisco para se pensar uma nova economia em função da sua opção em abrir mão de qualquer riqueza material e seguir fielmente o caminho com os empobrecidos. No Brasil foi incorporado o nome de Clara, companheira de São Francisco de Assis por entender que numa economia o masculino e o feminino devem caminhar lado a lado uma vez que a lógica materialista e patriarcal também reduziu a economia unicamente a essa dimensão material e produtivista.

Um dos fundamentos lógicos de se pensar a economia de Francisco e Clara está em função das desigualdades que são marcas históricas da sociedade onde a distância econômica entre os mais ricos é cada vez maior em relação aos mais pobres. A pandemia da COVID-19 revelou o quanto esse cenário se agravou ainda mais, pois aumentou a concentração de riqueza. 

Dados da OXFAM no Relatório A Desigualdade Mata aponta que, a renda de 99% da humanidade está pior em virtude da Covid-19. As crescentes desigualdades econômicas, de gênero e raciais, assim como as desigualdades que existem entre os países, estão destruindo nosso mundo. Isso não acontece por acaso, mas sim por escolha: A “violência econômica” é cometida quando as escolhas de políticas estruturais são feitas para as pessoas mais ricas e poderosas. Isso causa danos diretos a todos nós e principalmente às pessoas em situação de pobreza, a mulheres e meninas e a grupos racializados. Indica ainda que a desigualdade contribui para a morte de pelo menos uma pessoa a cada quatro segundos no mundo. A fortuna de 252 homens é maior do que a riqueza combinada de todas as mulheres e meninas da África, América Latina e Caribe: 1 bilhão de pessoas. Se tivermos coragem e ouvirmos os movimentos que exigem mudanças, podemos criar uma economia em que ninguém viverá na pobreza, nem com um patrimônio bilionário inimaginável – uma economia na qual a desigualdade não mate mais. (OXFAM, janeiro de 2022).

 

Princípios Fundamentais da Economia de Francisco e Clara

Uma economia baseada numa Ecologia Integral:  Que reconheça as relações humanas, sociais, ambientais, políticas e econômicas, que esteja respaldada nos valores franciscanos e clarianos, que garantam a vida em sua dignidade, e que não seja nociva aos demais seres. Que parta do fundamento de que tudo aquilo que existe e vive deve ser respeitado. 

Uma economia que priorize o Desenvolvimento Integral: Que oriente pensar o desenvolvimento aliado ao cuidado da criação, com a participação dos empobrecidos nos processos de construção das políticas sociais e econômicas. No desenvolvimento humano integral como princípio fundamental das mudanças estruturais necessárias, o qual pressupõe a soberania dos povos e a luta nos territórios, e sugere uma economia solidária, fraterna, ecológica e democrática (Fratelli Tutti, 169).

 Uma economia anticapitalista: Baseada nos princípio do Bem Viver porque o capitalismo é um sistema econômico cujas leis próprias geram exclusão e desigualdade (Evangelii Gaudium, 53), pelo que se faz um sistema insuportável, e que precisa ser superado, juntamente do colonialismo e do patriarcado. Cremos que um suposto “capitalismo inclusivo” é contraditório com a opção pelo respeito à criação e por uma ecologia integral e não é a resposta para a crise que vivemos. Cremos, portanto, que o bem viver é a filosofia prática que nos faz caminhar na direção da nova economia construída sob o paradigma da igualdade, da sustentabilidade e da cidadania. 

Uma economia que os Bens de maneira Comum  

Acreditamos nos Bens Comuns porque o neoliberalismo, versão contemporânea do capitalismo, acentuou as características de uma economia que mata, com a idolatria ao capital e ao mercado; cremos se tratar de um pensamento limitado, que recorre à mágica teoria do “gotejamento” como única via para resolver os problemas sociais, a qual, por sua vez, não funciona, pois o mercado não regula tudo (Fratelli tutti, 168); pelo contrário, torna a política refém de uma economia tecnocrática (Laudato si, 189), e prejudica o necessário papel do Estado na garantia dos direitos sociais inalienáveis, pois privatiza direitos e estatiza prejuízos.  

Uma economia que trate das relações comuns ‘Tudo está interligado’: Cremos que a superação da crise se dá por caminhos onde tudo está interligado, inclusive as soluções diante da crise socioambiental que possuem implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas, políticas e que afetam principalmente os empobrecidos (Laudato si, 25), os povos originários e tradicionais.

Uma economia que integre os povos: Cremos que o caminho de reconstrução de novas economias passe pelas “sementes de esperança semeadas pacientemente nas periferias esquecidas do planeta, destes rebentos de ternura que lutam por subsistir na escuridão da exclusão” (Papa Francisco). Cremos que é nas periferias que germinam as experiências revolucionárias que brotam das lutas emancipatórias dos movimentos sociais, das comunidades de base, dos povos originários, das articulações populares, e de tantos outros afins.

Uma economia a serviço da vida: Cremos na urgente necessidade de realmar a economia, colocando no centro das relações sociais a vida em sua diversidade e dignidade, na construção de uma nova sociedade mais igualitária, onde mulheres, crianças e adolescentes, negras e negros, povos originários, comunidades LGBTQIA+ e todos os demais grupos oprimidos tenham seus corpos respeitados e direitos garantidos, pautando-se pelos valores da sororidade/fraternidade universal, diversidade do sagrado, justiça social, paz e sustentabilidade.

Da Comunidades como Saída: Cremos que a territorialidade, entendida como o espaço de vivência concreta no cotidiano, tem um papel crucial na construção de novas práticas econômicas. Cremos que é desde o chão da existência real e da práxis que se forja o ser político social, potencializando os saberes e fazeres por meio do protagonismo dos atores locais sendo parte da ação necessária à mudança macro-territorial. Cremos que a decolonização começa por uma reparação histórica, e deve se constituir na luta pelos direitos territoriais sagrados dos povos originários e quilombolas. Cremos na práxis de libertação que valorize efetivamente a pluralidade cultural contra toda a desterritorialização dos periféricos, dos camponeses, migrantes e outros marginalizados.

Da Educação Integral: Cremos numa educação pública, gratuita, inclusiva, inovadora, libertadora, ambiental e artística, que atenda às necessidades da sociedade, e que possibilite a aprendizagem de pessoas reflexivas e críticas. Cremos na educação popular como síntese da cultura do encontro. Cremos que o ensino, a pesquisa e a extensão devem estar sempre direcionadas à novas economias, e que a educação básica deve estar integrada na mesma perspectiva.

Baseada na solidariedade e no clamor dos povos: Cremos numa economia sustentável, democrática e fraterna, que rompa com as desigualdades sociais, proporcione a emancipação humana e garanta o direito à terra, ao teto e ao trabalho, construindo mecanismos de geração de renda que fortaleçam a cooperação, a associação e a autogestão. Cremos numa economia pautada na justiça social, que reconheça as diversidades, e que crie redes entre os movimentos sociais a partir dos princípios da economia solidária e agroecológica. (fonte Vatican News )

Referências: 

Vatican News:  https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-10/os-10-principios-da-economia-de-francisco-e-clara.html );

Anec: https://anec.org.br/acao/economia-de-francisco-e-clara/ 

OXFAM – Relatório A Desigualdade Mata – disponível em: https://materiais.oxfam.org.br/relatorio-a-desigualdade-mata 

Poesia: Grito insurgente ou simplesmente Ciranda

Aquele grito insurgente

ganhou mundo, ganhou ar,

se levantou!

E como numa gestação,

Sentiu o tempo e teve certeza: é agora!

Tempo de insurreição!

 

De segurar de mão em mão,

de não deixar escapar

Aquele desejo de jardim,

que insiste em morar em mim,

mesmo depois de tanto apanhar!

 

O bruto, a fumaça, a tristeza, o desamor…

Jamais roubarão nossa cor…

Que é minha e de toda a ciranda!

Ciranda tecida de mão em mão,

canto a canto desse chão, Brasil!

Periferia, campo, negro, mulher…

Urbano, homem, menino, gente letrada…

Ateu, analfabeto, que se move em cadeira de rodas,

que quase não sai de casa, atleta ou gente de fé!

 

Cantor, atriz, agricultora, meretriz…

Feminista, artista, LGBTQIA+,

professora ou estudante!

Descobriram que o tempo é aqui…

E não irão se entregar!

Hétero, solitário, casa cheia

de gente,de meninos para todo lado,

gente que cultiva Bom dia na porta de casa!

Gente que já foi a Paris!

 

Analfabeto, morador de Ipanema!

Doutor ou poeta!

Vai fazer a ciranda girar

O bruto vai passar!

E toda essa ciranda vai se metamorfosear…

Apenas para fazer emergir

aquele grito insurgente, que no fundo só quer dizer para a gente

Não desista!Insista! Ainda vale a pena acreditar!

 

Vamos convocar todos os bichos, as plantas, o vento, o infinito,

A canalizar energia nesse grito,

que será, em parte, utopia contra toda distopia que quer por aqui morar!

Não!Aqui não!

A gente quer viver!

A gente quer deixar viver!

A gente quer…

 

Amor, Calor, alívio para dor!

Tarde e flor! Voltar a sorrir!

O tempo é aqui!

Vamos gritar!

Regimes de Bens no Casamento Civil: quais são e como funcionam?

Olá, caros leitores! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Essa semana, vamos tratar de um tema que é objeto de curiosidade para muitos de vocês: os regimes de bens do casamento civil!

Você que já é casado, sabe o que significa o regime de bens que consta da sua certidão de casamento?

E você, que está pensando em se casar, já sabe qual o melhor regime de bens a escolher?

Se você não soube responder a essas indagações, leia atentamente o texto, pois, o casamento não se resume a amor, os aspectos patrimoniais devem ser levados em consideração.

O regime de bens é o que definirá como o patrimônio do casal será tratado durante o casamento, bem como será feita uma eventual à partilha, em caso de divórcio ou de falecimento.

Portanto, tratar do regime de bens pode não ser algo prazeroso aos noivos, mas é necessário. Afinal, se você pensar bem, uma má escolha de regime pode criar sérias consequências em caso de divórcio ou morte do outro cônjuge.

Dispõe o Código Civil/2002 que existem cinco regimes de bens:

O Regime da Comunhão Parcial de Bens é tido como o regime “padrão” e, também o mais frequente na prática, já que, se nenhum outro regime for escolhido pelo casal, será aplicado ao casamento tal regime.

Como regra, na comunhão parcial comunicam-se os bens que são adquiridos pelos cônjuges durante o casamento, e não se comunicam os bens que cada um dos cônjuges já possuía antes de se casar.
Existem exceções a essa regra, como por exemplo, os bens que cada cônjuge receber durante o casamento, por doação e por herança e os bens considerados instrumentos de trabalho, que não se comunicam, mesmo sendo adquiridos após o matrimônio.
A Comunhão Universal de Bens tem uma lógica bem simples, já que todo o patrimônio dos cônjuges se comunica. Pouco importa se a aquisição de tal patrimônio ocorreu antes ou depois do matrimônio.

Poucos são os bens que não se comunicam, os exemplos mais conhecidos são os bens que são doados ou herdados por um dos cônjuges com cláusula de incomunicabilidade, e os que são considerados como instrumentos de trabalho.
Quando falamos em Separação de Bens, muitas pessoas não sabem que existem dois regimes diferentes aqui. Um deles é a Separação Convencional de Bens, que pode ser livremente escolhido pelos nubentes, e o outro, é a Separação Obrigatória ou Legal, regime imposto pela lei, em determinadas circunstâncias.

Na separação convencional, que pode ser escolhida pelo casal, o patrimônio dos cônjuges não se comunica. Não há exceções.
Já na separação obrigatória, a lei impõe, seja qual for a vontade dos nubentes, que algumas pessoas, em determinadas circunstâncias, devem se casar-se em tal regime. O exemplo mais conhecido são as pessoas maiores de 70 anos, que só podem se casar por esse regime.

Por último, o regime da Participação Final nos Aquestos, é o menos conhecido e, por consequência, menos adotado pelos cônjuges. Por ser um regime mais complexo, são raros os casamentos que o adotam.

A lógica de tal regime é a seguinte: não se comunicam os bens que o cônjuge já possuía antes de casar. Igualmente, durante o casamento, cada um segue administrando seus bens, sem a interveniência do outro. No entanto, na hipótese de divórcio, cada um terá direito à metade dos bens que foram adquiridos por esforço conjunto.
Cabe frisar, que a comunhão parcial de bens é o único regime em que o pacto antenupcial é dispensado. Em todos os demais, o pacto realizado em Cartório, mediante Escritura Pública, é essencial.
Ainda, a lei permite que o casal, por meio de pacto antenupcial, crie regimes de bens híbridos, desde que não contrariem a ordem pública, nem fraudem normas legais imperativas.

Vale salientar, também, que a lei permite a alteração de regime de bens. No entanto, para fazer isso, o casal precisa mover uma ação judicial, apresentando um justo motivo para o Juiz e sempre respeitando o direito de terceiros.

Escolha com sabedoria o seu regime de bens antes de se casar e até a próxima!

 

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13ª feira de Artesanato acontece em Brumado-BA

Na última sexta-feira (03), na Praça Pompílio Leite, popular Praça do Jurema, aconteceu a 13ª  Feira de Artesanatos “Arte na Praça”, em Brumado-BA. O evento acontece toda primeira sexta-feira do mês.  Nesta 13ª edição, o cantor John França e os Zabumbeiros abrilhantaram a Feira de Artesanato. 

Paróquia Bom Jesus, em Brumado-BA, celebra a solenidade de Pentecostes

Neste domingo (5) de junho de 2022, a Paróquia Bom Jesus, em Brumado-BA, celebrou a solenidade de Pentecostes – o nascimento da Igreja e a missão de levar o Evangelho ao coração de todas as pessoas. A missa aconteceu na Igreja Matriz da Paróquia e foi presidida pelo pároco  padre Cleonidio Alves. Também reuniu muitos fiéis que vieram de diversas comunidades.

A liturgia do dia recorda: Primeira Leitura (At 2,1-11); Responsório (Sl 103); Segunda Leitura (1Cor 12,3b-7.12-13) e Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-23). Em sua homilia, o pároco padre Cleonidio destacou o acontecimento da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos como sopro do Espírito e a importância da oração narrada no livro de Lucas, consequentemente o início das primeiras comunidades cristãs. Daí a grande importância desta solenidade, afinal, comemora-se o nascimento da própria Igreja, ressaltando a necessidade de todos colocarem a serviço do Senhor os dons recebidos, como: sabedoria, fortaleza, ciência, conselho, entendimento, piedade e temor de Deus.

A celebração comemorada pelos cristãos marca a chegada do Espírito Santo cinquenta dias após a Páscoa, ressurreição de Jesus Cristo. Com a solenidade de Pentecostes, fecha-se o Tempo Pascal e o Círio é apagado. Depois das colocações, a celebração eucarística seguiu o roteiro proposto na liturgia e ao término, o pároco padre Cleonidio realizou o rito para apagar o Círio Pascal e deu a benção final.

Paróquia Bom Jesus de Brumado-BA celebra o encerramento do mês Mariano

Durante 31 dias, algumas comunidades, pastorais, grupos e movimentos da Paróquia Bom Jesus, de Brumado-BA, celebraram, na Igreja Matriz da Paróquia, as noites do mês de maio em louvor e devoção à Virgem Maria. Foram dias de orações, cânticos e devoção àquela que além de ser Mãe de Jesus Cristo, também é nossa Mãe. 

Na programação do dia 31, realizamos a procissão, saindo da antiga biblioteca da cidade, indo em direção a Igreja Matriz do Bom Jesus. Chegando à igreja, iniciou-se a Santa Missa presidida pelo pároco Padre Cleonidio Alves da Silva, com a entrada do andor com a imagem de Nossa Senhora, e com todos que compuseram o presbitério. 

Em sua homilia, nosso pároco ressaltou: “Caríssimos irmãos, queridas irmãs, com muita alegria hoje nós estamos aqui concluindo este mês de maio […]. É uma tradição secular da Igreja a celebração da visitação de Nossa Senhora. Durante todo o mês de maio é costume, é tradição as comunidades rezarem o mês mariano, ou rezar o mês todinho. […] A celebração da visitação é inteiramente bíblica. Maria que visita a sua parenta Isabel. Gostaria de destacar alguns pontos aqui. Primeiro é a caminhada. Essa questão da caminhada, ela é tradição. Maria foi ao encontro de Isabel, fez uma caminhada de mais de 100 km. O Evangelho de Lucas, Mateus, os sinóticos narram Jesus fazendo uma caminhada rumo a Jerusalém. E assim essa caminhada é constante. No antigo testamento, o povo de Deus faz uma caminhada do Egito até a terra prometida, para dizer que a nossa fé não é uma fé estática, parada. A nossa fé é uma fé dinâmica e nós temos sempre que estar em saída, indo ao encontro um do outro, por isso que o Papa Francisco agora fala de uma Igreja em saída, para dizer que a Igreja deve estar em movimento, ela deve sair de dentro de si, sair da sacristia e ir ao encontro, ir às periferias do mundo […]”

Depois, o sacerdote ainda recordou: “Agora outro ponto a destacar é exatamente esse do serviço. O texto do Evangelho deixa isso bem claro. Depois que Maria recebeu a visita do anjo Gabriel que a convidou para a missão mais nobre que nós temos, que é ser a Mãe do Salvador, a Mãe do Verbo Encarnado. Lembra que Maria recebeu este anúncio, este convite, Ela aceita o convite. E no dia em que ela recebeu o convite, soube também que Isabel estava também grávida e sabia que Isabel, sua parenta, era adiantada em anos e necessitava de cuidados. […] As mulheres agraciadas por Deus. Maria portando no seu ventre o Salvador; Isabel, portando no seu ventre o precursor, João Batista, […] No ventre de Isabel, o precursor, aquele que vai preparar os caminhos do Senhor, convidar todos à conversão, à mudança de vida para acolher o verbo encarnado, para acolher o próprio Deus na pessoa de seu Filho Jesus Cristo.”

Por fim, a celebração seguiu seus ritos e, antes da bênção final, foi realizado o momento da coroação de Nossa Senhora com cânticos a Maria e a entrada de uma criança com a coroa, recordando que Nossa Senhora é Rainha do céu e da Terra.

Em seguida foi dada a bênção final e o padre Cleonidio Alves agradeceu a todos presentes pela realização de um belo mês mariano em louvor a Nossa Senhora na paróquia Bom Jesus de Brumado-BA. 

 

Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida e São Cristóvão, de Brumado-BA, celebra Pentecostes na praça da Igreja Matriz

A liturgia do dia 05 de junho de 2022 recorda a Solenidade de Pentecostes, considerada uma das grandes festas do cristianismo. Sendo assim, foi realizada a celebração às 17h, na praça da igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida e São Cristóvão de Brumado-BA, presidida pelo pároco padre Sandro Alves Teixeira Lima. O momento também contou com a presença dos seminaristas do período Propedêutico, o da etapa de Síntese Vocacional e de diversos leigos (as).

Após cinquenta dias da Páscoa, lembramos da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo e o encerramento do tempo Pascal. Nessa celebração de Pentecostes, as seguintes passagens bíblicas foram proclamadas: Primeira Leitura (At 2,1-11); Responsório (Sl 103); Segunda Leitura (1Cor 12,3b-7.12-13) e Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-23).

Após a proclamação do Evangelho, na homilia, o pároco padre Sandro fez memória do tema proposto pelo Papa Francisco, em 2022, na Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Ainda realizou outros comentários, tais como: celebrar Pentecostes é estarmos juntos, pois esta festa quer recuperar em nós a unidade para vivermos a comunhão abertos a missão, como está no Evangelho. Também lembrou: cada um é templo do Espírito Santo de Deus. E, para encerrar, realizou as seguintes preces: para que possamos lutar constantemente por uma igreja sinodal e sermos semeadores do amor, do perdão e da paz.

Depois das falas anteriores, a celebração seguiu o roteiro litúrgico do dia e, ao finalizar, o sacerdote convidou os crismandos da preparação de Crisma para adultos a se dirigirem à frente para serem acolhidos por toda a assembleia; ele também realizou o rito para apagar o círio pascal. 

Em seguida, deu a benção final e, em clima de alegria, parabenizou os aniversariantes do dia e deu as boas-vindas aos visitantes presentes na praça da igreja matriz.

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