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Religião

Comunidade Santa Luzia, em Brumado-BA, celebra sua padroeira

Comunidade Santa Luzia, em Brumado-BA, celebra sua padroeira Foto: Zilmar Santana / PASCOM Brumado

Santa Luzia, conhecida como protetora dos olhos, foi comemorada na última segunda (13), com demonstrações de fé, na comunidade da Malhada Branca, da Paróquia Bom Jesus em Brumado-BA. Nascida em uma família rica e cristã, na cidade de Siracusa – Itália, no ano de 283, Luzia era considerada como uma das jovens mais belas do local.

A comunidade de devoção à santa italiana realizou tríduo nos dias 10, 11 e 12 em preparação ao grande dia de festa à Santa Luzia. Foram noites de muitas orações e evangelização, que ajudaram a celebrar a festa da padroeira, com barraquinhas de guloseimas após cada noite de tríduo. No domingo, ao meio-dia, foi vendido um delicioso vatapá em prol da comunidade. E no grande dia reuniram muitos fiéis para celebrar, com o pároco padre Cleonidio Alves, a festa à Santa Luzia.

Em sua homilia, o padre Cleonidio iniciou dizendo que depois de quase dois anos estamos nos encontrando para celebrar a festa da padroeira desta comunidade. A festa de Santa Luzia acontece no tempo do advento, preparação para o Natal do Senhor.

Continuou: “O nome Luzia é “vocar luz”, que nós aguardamos aquele que é luz do mundo, que é Jesus. Jesus, luz do mundo, nós não somos a luz, somos aqueles que devemos apontar a luz para os outros. Lembrou mais adiante que João Batista na sua humildade, na sua simplicidade, quando perguntaram quem ele era, ele disse eu não sou o Messias, não sou a luz. Santa Luzia viveu em tempos difíceis na caminhada da igreja, ela viveu no tempo do imperador romano muito ruim, carrasco, sanguinário, chamado Deocleciano e ela em tempos que não podiam publicamente confessar a fé em Cristo, não podia manifestar essa fé com vigor, ela manteve firme, renunciou a vida de família e colocou-se inteiramente a serviço de Deus e não negou em momento nenhum Jesus Cristo.

Na primeira leitura Paulo fala em relação a comunidade, que sente por eles um amor ciumento e esse amor é justamente o amor que Luzia sentiu por Cristo, um amor ciumento, a ponto de não abrir mão por nada, ela derramou seu próprio sangue, foi martirizada, mas não cedeu de forma nenhuma, não trilhou caminhos nem pra direita, nem para esquerda, mas seguiu firme. São exemplos que devemos pegar para nós, a vida dos santos. Luzia, até por evocar luz, tem na tradição a protetora dos olhos e ninguém nega esse lado de Luzia e muita gente tem tantos testemunhos que tem por aí de ter retomado a vista de volta.

Mas o essencial para nós e o mais importante é o exemplo de fidelidade a Cristo, de amor a Cristo e o texto do evangelho, que fala das dez virgens, daquelas previdentes, prudentes e as imprudentes. Santa Luzia está entre aquelas prudentes, as que souberam esperar, guardar de forma cuidadosa, com reserva de óleo na vasilha, onde elas não foram pegas de surpresa, mas quando o noivo chegou, que é o próprio Cristo, elas estavam em pé, prontas para segui-lo e fazer parte da festa.

Que sigamos o exemplo daquelas dez virgens, a exemplo de Luzia, de tantos outros que mantiveram sempre firmes, atentos e vigilantes, conduzindo a nossa vida sempre pautada pelo amor de Deus.

Estamos vivendo o tempo da partilha, da fraternidade, olhando a vida de Cristo, aquele homem que não viveu para si, mas viveu para o outro, que partilhou a sua vida, preocupou com os mais humildes, aquele que andava dia e noite diante de Deus, cumprindo com a sua missão dada pelo Pai.

A festa foi encerrada com a tradicional queima de fogos e o bendito de Santa Luzia, com os fiéis devotos firmes em sua fé, oração, vigilantes na caminhada e na participação da adoração que os mantém firmes.

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